sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Precisando de "rehab"

Tornamos-nos dependentes de coisas e não nos damos conta de quando isso acontece. Simplesmente, ficamos viciados. Isso vale para tudo! Celular e similares, computador e internet, novelas e seriados, e porque não a luz. A luz? Sim, ela, a rainha do lar, páreo duro da água. Quando elas faltam nada funciona, as coisas saem do ritmo e viram um caos.
Pela manhã, antes de levantar, fui surpreendida por uma pergunta - Cadê os fósforos? Meio sonolenta questionei – Fósforos? Aí, veio a situação: Estamos sem luz!
Foi difícil explicar onde as cabeçinhas vermelhas estavam, afinal, elas ficam quase escondidas na última porta do armário, bem embaixo, atrás de alguma bugiganga sem utilidade diária. Quem usa fósforo em pleno século XXI com fogão elétrico ou micro-ondas em casa?
Sem luz é como ficar sem imaginação. A casa ficou escura. Abri as janelas. Sem querer, era pega pelo ato de tocar no interruptor para acendê-la. O elevador do prédio parou, os vizinhos desciam as escadarias como se fosse uma punição. O portão eletrônico não funcionou, outra tragédia, abrir no manual. Alguém sabe? Pelo menos hoje não precisei ouvir o barulho do secador de cabelos. Sem tevê, sem internet, sem rádio, não! Tem o rádio a pilha! Mas cadê as pilhas do rádio? Venceram-se e ninguém notou... Lembrei do notebook, claro, esse funciona, até que a bateria acabe!
Somos dependentes e não percebemos, poderia passar o dia escrevendo sobre elas e mesmo assim seria difícil citar todas. Você pode achar que algumas coisas não são vícios mas, uma necessidade, então, proponho a passar um dia inteiro sem telefone e sem internet, ou seja lá qual for a sua perdição.
Aproveite que está sem energia elétrica e se desobrigue das dependências. Faça aquilo que tem vontade e que sempre diz que não tem tempo, como ler uma revista ou um livro, ou até mesmo dar uma organizada no quarto ou dar uma caminhada no parque. Faça isso por um dia, já que nossas dependências não nos deixam livres para escolher por muito tempo ou, até que o sol se ponha.

1 comentários:

  1. È essa dependência é fogo né... O problema é que estamos tão acostumados com essa vida moderna e tecnológica que levamos, que nunca pensamos num plano de contigência e ai quando acontece uma emergência dessas...
    Não sabemos muito o que fazer, como fazer e como continuar a vida... Se bem que cá entre nós o jantar fica interessante a luz de velas, romântico eu diria... Mas também dá um certo ar noir com sombras e escuridão, tudo preto, branco e acizentado... como aqueles filmes antigos, Casablanca por exemplo...
    Ler um livro no escuro? hahahaha Só se faltar luz de dia, pq a luz de velas capaz de acabar cego hehehe
    Parabéns por esta e a crítica anterior.
    Continue sendo essa cronista brilhante e atemporal que tem sido.
    Admiro o seu trabalho!!
    Bjuss

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