terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cada qual com o Papai Noel que acredita

Por que andam dizendo por aí que Papai Noel não existe? Tudo bem, eu sei, você vai dizer que já sou grandinha para acreditar no bom velhinho, não é? Vai me contar que a Coca-Cola inventou esse símbolo como marketing e que por isso, até hoje ele está por aí andando nas ruas vestido de roupas vermelhas, cinto e botas pretas e com a famosa barba branca. Acertei?
Pois bem, disso eu já sabia... O que eu não sabia é que o Santa Claus, como é conhecido na América do Norte, é um Santo muito gente boa! São Nicolau, na época – e que época, no séc. IV - era arcebispo de uma cidade na Turquia e ajudava os mais carentes depositando sacos com moedas de ouro pelas chaminés. Essa história se parece com algo, não é? Então, por que dizemos que ele não existe, ou que nunca existiu, se houve um dia, mesmo que remoto e em terras distantes, um bom velhinho com um coração iluminado pelo verdadeiro espírito natalino?
A roupa do Papai Noel é vermelha, ok, eu sei, não seria coincidência com a marca de refrigerante mais vendida no mundo. Não, obviamente que não. Mas fiquem sabendo quem fez ele assim pela primeira vez foi o cartunista alemão Thomas Nast em 1886, e a Coca-Cola é claro, aproveitou a semelhança com suas cores e mandou brasa na campanha publicitária. Deu tão certo que o Papai Noel ficou personalizado para sempre. Hoje em dia, ele tem moradia em lugares diferentes, Finlândia ou Pólo Norte, dependendo só da sua imaginação, vive com a Mamãe Noel, suas renas e seus duendes que ajudam na construção de brinquedos que serão entregues para crianças bem comportadas na véspera de Natal. E aí gostou?
Essa é a lenda que contamos para as crianças, até que elas cresçam e descubram a verdade passando assim a exigir presentes caros, mesmo tendo feito travessuras durante o ano. Os enfeites e as alegorias de Natal chegam cada vez mais cedo na televisão com lindas propagandas, inclusive da Coca-Cola, e principalmente no comércio, incitando as pessoas a gastar seus 13º e a fazer mais e mais dívidas para o próximo ano. Afinal, é Natal, é festa, e todo mundo gosta de ganhar um presentinho, não é? Eu não vi nada de espírito natalino aí... Nada de compaixão, nada de respeito e muito menos de solidariedade. Pelo contrário, me parece muito mais um ato egoísta e cheio de intenções comerciais.
Na verdade, não importa em qual lenda você acredita, se o seu Papai Noel é vermelho de barba branca ou usa vestes e chapéu de bispo, se mora na Lapônia ou no Pólo Norte, o que realmente interessa é a mensagem que ele traz, contudo, o bom velhinho só espalhará as palavras de amor, esperança e bondade se nós ajudarmos ele nessa missão. Se você quiser escrever uma cartinha pra o Papai Noel, tudo bem, eu te digo o endereço, agora se você deseja ser um duende ou um elfo mágico para ajudá-lo, espelhe por aí a verdadeira história do bom velhinho!

1 comentários:

  1. Eu também sou grandinho e acredito no Papai Noel e vamos combinar que o da Coca-Cola é a cara do Natal...rs Agora quanto a história de São Nicolau eu já conhecia, bem como os outros fatos,exceto sobre a ilustração ter sido criada em 1886, que artista brilhante esse Thomas Nast.
    Agora quanto ao consumismo inspirado pelo Natal, por causa do presentinho, concordo que é exagerado e faz o povo depois passar apuros pra pagar as dívidas e queimar 13°.
    Pra mim o espiríto do Natal é estar em família na ceia de Natal, ligar e mandar cartões pra pessoas que a gente adora...
    E com certeza eu seria um elfo mágico fabricando brinquedos pras crianças, todas elas, ricas ou pobres. Um dia desses farei isso, ajudarei solidariamente e sem fins lucrativos a quem mais precisa.
    Parabéns pela crônica de Natal.
    A propósito, estou adorando as crônicas faquianas =)
    Bjaum

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