Sentar na poltrona de um ônibus é sempre uma aventura. Não sabemos o que pode acontecer durante o tempo da viagem, e nisso inclui o trajeto, as nossas vidas e os nossos pensamentos. Cada um está ali por um motivo diferente, já dizia a melodia “o trem que chega é o mesmo trem da partida”. Rodoviárias, aeroportos ou estações de trem, todos têm a mesma atmosfera de passagem, de terra de ninguém.
Passar horas ali sentada, olhando para as paisagens, não é para qualquer um. Ter que ouvir além da música nos fones de ouvido, seus próprios pensamentos, é tarefa árdua para quem não é acostumado a estar sozinho por muito tempo. Dos momentos de reflexão podem surgir muitas dúvidas, aquilo que era certo ao embarcar pode não ser mais ao sair dali, assim, ficar perambulando entre uma idéia e outra durante um tempo pode gerar efeitos colaterais para a vida inteira.
A cada parada pela estrada, a sensação é de que fui feita para o mundo. Rodar incansavelmente sem destino, continuar o caminho sem necessidade de chegar a algum lugar. O desejo é de conhecer cada vilarejo com seus costumes, e seguir viagem. Porém, nem todos que estão ali pensam assim, se eu não quero chegar nunca, tem gente ávida pela chegada.
Tem aqueles que preferem bater um papo com o desconhecido ao lado. Falar da vida, dos problemas, do trabalho ou até mesmo do tempo, tem sempre alguém disposto a falar, mas nem sempre tem um interessado a ouvir. A conversa vira um monologo e o falante acaba contando sua vida para todo o ônibus. Já, existem aqueles que preferem descansar e dormir para chegar mais descansado ou para que o tempo passe mais depressa.
A bordo de um ônibus, estamos embarcando em um mundo de sonhos, de desejos e de esperanças, onde nossos pensamentos voam pelas estradas em busca de um caminho.
Pois é... as viagens de ônibus, trem, metrô realmente nos fazem refletir sobre a vida, sobre o que estamos passando, o que queremos para o futuro e por aí vai...
ResponderExcluirPorém muitas vezes nem precisamos dessas viagens, basta que você fique em casa por tempo demais sem ter muitas alternativas de ter o que fazer para passar o tempo e logo você se vê absorto em pensamentos profundos...
Como se de repente estivesse olhando pra esse universo interior e a vida fora não importasse...
Bjuss e Parabéns por mais uma crítica com temática relevante e não perecível