Por que andam dizendo por aí que Papai Noel não existe? Tudo bem, eu sei, você vai dizer que já sou grandinha para acreditar no bom velhinho, não é? Vai me contar que a Coca-Cola inventou esse símbolo como marketing e que por isso, até hoje ele está por aí andando nas ruas vestido de roupas vermelhas, cinto e botas pretas e com a famosa barba branca. Acertei?
Pois bem, disso eu já sabia... O que eu não sabia é que o Santa Claus, como é conhecido na América do Norte, é um Santo muito gente boa! São Nicolau, na época – e que época, no séc. IV - era arcebispo de uma cidade na Turquia e ajudava os mais carentes depositando sacos com moedas de ouro pelas chaminés. Essa história se parece com algo, não é? Então, por que dizemos que ele não existe, ou que nunca existiu, se houve um dia, mesmo que remoto e em terras distantes, um bom velhinho com um coração iluminado pelo verdadeiro espírito natalino?
A roupa do Papai Noel é vermelha, ok, eu sei, não seria coincidência com a marca de refrigerante mais vendida no mundo. Não, obviamente que não. Mas fiquem sabendo quem fez ele assim pela primeira vez foi o cartunista alemão Thomas Nast em 1886, e a Coca-Cola é claro, aproveitou a semelhança com suas cores e mandou brasa na campanha publicitária. Deu tão certo que o Papai Noel ficou personalizado para sempre. Hoje em dia, ele tem moradia em lugares diferentes, Finlândia ou Pólo Norte, dependendo só da sua imaginação, vive com a Mamãe Noel, suas renas e seus duendes que ajudam na construção de brinquedos que serão entregues para crianças bem comportadas na véspera de Natal. E aí gostou?
Essa é a lenda que contamos para as crianças, até que elas cresçam e descubram a verdade passando assim a exigir presentes caros, mesmo tendo feito travessuras durante o ano. Os enfeites e as alegorias de Natal chegam cada vez mais cedo na televisão com lindas propagandas, inclusive da Coca-Cola, e principalmente no comércio, incitando as pessoas a gastar seus 13º e a fazer mais e mais dívidas para o próximo ano. Afinal, é Natal, é festa, e todo mundo gosta de ganhar um presentinho, não é? Eu não vi nada de espírito natalino aí... Nada de compaixão, nada de respeito e muito menos de solidariedade. Pelo contrário, me parece muito mais um ato egoísta e cheio de intenções comerciais.
Na verdade, não importa em qual lenda você acredita, se o seu Papai Noel é vermelho de barba branca ou usa vestes e chapéu de bispo, se mora na Lapônia ou no Pólo Norte, o que realmente interessa é a mensagem que ele traz, contudo, o bom velhinho só espalhará as palavras de amor, esperança e bondade se nós ajudarmos ele nessa missão. Se você quiser escrever uma cartinha pra o Papai Noel, tudo bem, eu te digo o endereço, agora se você deseja ser um duende ou um elfo mágico para ajudá-lo, espelhe por aí a verdadeira história do bom velhinho!
Olá, aqui neste espaço vou postar minhas crônicas, meus pensamentos, minhas idéias e muito mais. Deixe seu comentário!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
No caminho
Sentar na poltrona de um ônibus é sempre uma aventura. Não sabemos o que pode acontecer durante o tempo da viagem, e nisso inclui o trajeto, as nossas vidas e os nossos pensamentos. Cada um está ali por um motivo diferente, já dizia a melodia “o trem que chega é o mesmo trem da partida”. Rodoviárias, aeroportos ou estações de trem, todos têm a mesma atmosfera de passagem, de terra de ninguém.
Passar horas ali sentada, olhando para as paisagens, não é para qualquer um. Ter que ouvir além da música nos fones de ouvido, seus próprios pensamentos, é tarefa árdua para quem não é acostumado a estar sozinho por muito tempo. Dos momentos de reflexão podem surgir muitas dúvidas, aquilo que era certo ao embarcar pode não ser mais ao sair dali, assim, ficar perambulando entre uma idéia e outra durante um tempo pode gerar efeitos colaterais para a vida inteira.
A cada parada pela estrada, a sensação é de que fui feita para o mundo. Rodar incansavelmente sem destino, continuar o caminho sem necessidade de chegar a algum lugar. O desejo é de conhecer cada vilarejo com seus costumes, e seguir viagem. Porém, nem todos que estão ali pensam assim, se eu não quero chegar nunca, tem gente ávida pela chegada.
Tem aqueles que preferem bater um papo com o desconhecido ao lado. Falar da vida, dos problemas, do trabalho ou até mesmo do tempo, tem sempre alguém disposto a falar, mas nem sempre tem um interessado a ouvir. A conversa vira um monologo e o falante acaba contando sua vida para todo o ônibus. Já, existem aqueles que preferem descansar e dormir para chegar mais descansado ou para que o tempo passe mais depressa.
A bordo de um ônibus, estamos embarcando em um mundo de sonhos, de desejos e de esperanças, onde nossos pensamentos voam pelas estradas em busca de um caminho.
Passar horas ali sentada, olhando para as paisagens, não é para qualquer um. Ter que ouvir além da música nos fones de ouvido, seus próprios pensamentos, é tarefa árdua para quem não é acostumado a estar sozinho por muito tempo. Dos momentos de reflexão podem surgir muitas dúvidas, aquilo que era certo ao embarcar pode não ser mais ao sair dali, assim, ficar perambulando entre uma idéia e outra durante um tempo pode gerar efeitos colaterais para a vida inteira.
A cada parada pela estrada, a sensação é de que fui feita para o mundo. Rodar incansavelmente sem destino, continuar o caminho sem necessidade de chegar a algum lugar. O desejo é de conhecer cada vilarejo com seus costumes, e seguir viagem. Porém, nem todos que estão ali pensam assim, se eu não quero chegar nunca, tem gente ávida pela chegada.
Tem aqueles que preferem bater um papo com o desconhecido ao lado. Falar da vida, dos problemas, do trabalho ou até mesmo do tempo, tem sempre alguém disposto a falar, mas nem sempre tem um interessado a ouvir. A conversa vira um monologo e o falante acaba contando sua vida para todo o ônibus. Já, existem aqueles que preferem descansar e dormir para chegar mais descansado ou para que o tempo passe mais depressa.
A bordo de um ônibus, estamos embarcando em um mundo de sonhos, de desejos e de esperanças, onde nossos pensamentos voam pelas estradas em busca de um caminho.
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